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10 outubro 2013

Os grandes benefícios de um simples toque afetuoso



Um toque afetuoso, caracterizado por uma carícia lenta, é um gesto muitas vezes instintivo de uma mãe para um filho ou entre parceiros em relacionamentos românticos. Agora, um novo estudo publicado em Frontiers of Psychology afirma que ele pode aumentar a capacidade do cérebro de construir um sentimento de posse do corpo e, por sua vez, desempenhar um papel na criação e manutenção de uma autoimagem saudável.
52 adultos saudáveis participaram da pesquisa, que usou uma técnica experimental comum conhecida como “ilusão da mão de borracha”, em que os cérebros dos voluntários são levados a acreditar que uma mão de borracha estrategicamente posicionada é a sua própria.
Conforme os participantes veem a mão de borracha sendo afagada em sincronia com a sua própria, eles começam a pensar que a mão falsa lhes pertence. Esta técnica demonstra a natureza variável da percepção do corpo pelo cérebro.
O toque afetivo, caracterizado pela velocidade lenta de estimulação tátil da pele (entre 1 e 10 centímetros por segundo), já foi relacionado com emoção positiva no passado. Estudos também descobriram que ele pode melhorar os sintomas de ansiedade. Além disso, o toque feminino pode dar mais coragem a um homem, e segurar a mão de uma pessoa amada tem um poder calmante. Por fim, pesquisas também afirmam que o toque pode ter um efeito negativo (dar um tapinha nas costas de alguém pode ser visto como colocar a pessoa em posição submissa, por exemplo).
Desta vez, a equipe liderada pela Dra. Aikaterini (Katerina) Fotopoulou, da Universidade College London (Reino Unido), queria testar se o toque afetivo poderia influenciar a compreensão do próprio corpo de uma pessoa.
A equipe adaptou a técnica da “mão de borracha” para incorporar quatro diferentes tipos de toque, incluindo um sincronizado e um não sincronizado lentos e afetivos, e um sincronizado e um não sincronizado mais rápidos e neutros.
Os participantes também foram convidados a preencher um questionário padronizado para medir a sua experiência subjetiva durante o experimento.
Os resultados confirmaram descobertas anteriores de que o toque lento é percebido como mais agradável do que o rápido. Mais importante ainda, o estudo demonstrou que a estimulação tátil lenta tornou os participantes mais propensos a acreditar que a mão de borracha era a sua própria.
A percepção do toque afetivo no cérebro é apenas um de vários sinais interoceptivos que nos ajudam a monitorar a homeostase (estado de estabilidade ou equilíbrio do organismo em relação a funções e composições químicas que fazem parte do corpo).
O novo estudo fornece evidências para apoiar a ideia existente de que os sinais interoceptivos, tais como o toque afetivo, desempenham um papel importante na forma como o cérebro constrói uma imagem mental e uma compreensão do corpo, o que, em última análise, ajuda a criar um “sentido de eu”.
Sensibilidade e conscientização diminuídas dos sinais interoceptivos já foram associadas a problemas de imagem corporal, dor inexplicável, anorexia nervosa e bulimia.
“O toque afetivo é normalmente recebido de um ente querido, então estes resultados destacam como relações estreitas envolvem comportamentos que podem desempenhar um papel crucial na construção de uma autoimagem”, explica Laura Crucianelli, uma das pesquisadoras do estudo.
“O próximo passo para a nossa equipe é examinar se a privação de sinais sociais, como o toque afetivo de um dos pais durante o desenvolvimento precoce, pode levar a alterações na formação de uma imagem corporal e um senso de si mesmo saudáveis, por exemplo, em pacientes com transtornos alimentares, como anorexia nervosa”, concluiu a Dra. Fotopoulou.
Impulsionar uma consciência e senso de propriedade do corpo em um indivíduo pode ser a chave para o desenvolvimento de futuros tratamentos para algumas dessas condições, e a sensação de “toque afetivo” poderia desempenhar um papel importante.

12 abril 2013

Casais brigam 312 vezes por ano

Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha com 3 mil pessoas indicou que os casais brigam em média 312 vezes dias por ano – principalmente às quintas-feiras por volta das 20 horas, por dez minutos. O levantamento que a esmagadora maioria das brigas se origina de motivos banais, como deixar pelos na pia, entupir o ralo do chuveiro com cabelo e “surfar” entre canais de TV.
“Todos os casais brigam, mas ver o quanto eles discutem por causa de coisas simples, como as tarefas domésticas, nos faz abrir os olhos”, disse o porta-voz sobre a pesquisa, Nick Elson.”Parece muito tempo perdido em bate-bocas, independente de quão irritante sejam os hábitos.”
As razões dadas por homens e mulheres refletem algumas já conhecidas e proclamadas diferenças no comportamento dos sexos. Enquanto elas reclamam que os parceiros não trocam o papel higiênico quando terminam de usar o aparelho sanitário – nem abaixam a tampa -, eles ficam nervosos quando as parceiras demoram para ficar prontas e reclamam sobre as tarefas domésticas.
Deixar as luzes acesas, acumular entulhos e não recolher as xícaras espalhadas pela casa após o chá ou café também são razões citadas por ambos os sexos para as brigas. Oito de cada dez entre os três mil adultos britânicos pesquisados disseram ser obrigados a limpar, constantemente, a sujeira do outro.
E se as mulheres ficam mais frustradas com os hábitos dos parceiros, a pesquisa indicou que são eles que mais vêem nas razões banais motivos para uma separação. Um quinto dos homens entrevistados disseram considerar essa opção em consequência das dificuldades de convivência.
A seguir, os hábitos que mais irritam as mulheres: TESTOSTERONA

06 março 2013

O medo de comprometer-se

Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, somente através de decisões você fica mais afiado. Do contrário a pessoa torna-se apática.
As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Assim eles ficam de um para outro. Essa é a maneira deles evitar comprometer-se.
O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica de uma mulher para outra, vai mudando. As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito nenhum. Ele está evitando, ele está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e precisa passar por muito sofrimento. Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém. Se você for muito fundo, você pode não ser capaz de voltar facilmente. E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional. Se eu for muito fundo com você a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim. É um dar e receber, é um compartilhar. Então a pessoa pode ficar enrolada demais, e será difícil escapar e o sofrimento pode ser grande. Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrarem superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra. Antes de ser agarrado, corra.
Isso é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade. A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio. E não há um desafio maior que o amor.
Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram... Mundos totalmente diferentes. Como é que eles são atraídos um pelo outro? Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, pólos opostos.
É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio. Se você fugir disso, você foge da maturidade. Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua nisso, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção. Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização. Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.
O outro se torna como um espelho para você. Você pode ver sua feiúra no outro. O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície.
Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento. Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso.
Somente o desconhecido deve ter uma atração para você porque você ainda não o viveu; você ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá. Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco, e você irá crescer continuamente.




Mas continue decidindo pelo conhecido e você fica se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prossegue repetindo-o; você se torna como um gravador gramofone.
E decida. Quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez. Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você pensa que amanhã você será mais sábio do que hoje? Você acha que amanhã você estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã você estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?
Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado. Nunca adie para amanhã. E quem sabe? Amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se você tem que decidir você precisa decidir agora mesmo.
Osho
Dang Dang Doko Dang